Mulheres trans com câncer ( cuide dos seus (OYO))
Imagine aquela cena íntima, em que a conversa entre duas pessoas esquenta não só pelo desejo, mas também pela cumplicidade. Ela se aproxima, sussurra no ouvido e, entre carícias, solta algo sério, mas de um jeito que provoca:
“Amor, você sabia que além de toda essa minha feminilidade deliciosa, também existe um detalhe que precisa de atenção? Mulheres trans como eu podem não só ter que se preocupar com a próstata, mas também com os seios. Sim, esses mesmos que você adora apertar… podem, sim, desenvolver câncer de mama. A terapia hormonal que deixa meu corpo tão macio e meus peitos cada vez mais sensuais também aumenta o risco. É menor do que o das mulheres cis, mas existe, e eu não posso ignorar.”
Ela passa os dedos pelo próprio colo, valorizando o decote, e continua com um sorriso provocante:
“Por isso, mamografia, ultrassom e consulta com mastologista não são só coisa de ‘mulherzinha’. São parte do meu autocuidado, da minha saúde e do meu prazer. Afinal, de que adianta ter seios lindos se eu não cuidar deles para que você os desfrute por muitos e muitos anos?”
E ainda completa, mordendo o lábio:
“E não pense que é só comigo, não… Homens trans também precisam ficar atentos. Mesmo com a mastectomia, sempre sobra um pouco de tecido mamário, e a testosterona pode mexer com o risco. Ou seja: corpo trans é corpo vivo, cheio de tesão, mas também cheio de cuidados. Porque a gente quer viver muito, amar muito e dar muito prazer — sem deixar a saúde de lado.”
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